sábado, 31 de dezembro de 2016

Pico: Por aqui e acolá…

Quando se está no Pico, nem sempre precisamos de estar a fazer um trilho para sermos praticamente obrigados a parar para tirar uma fotografia. De quase todos os lados da ilha a montanha é o nosso modelo mais recorrente.

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“Chapéu Iris” na montanha desde Pico da Urze (esq.) e Chapéu na montanha desde São Roque (dir.)
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Miradouro do Arrife (esq.) e Por do Sol desde Miradouro das eólicas (dir.)
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Entardecer desde miradouro do Corre Água
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Por do Sol nas Lajes (esq.) e Garajau rosado - Sterna dougallii – na Lagoa do Capitão (dir.) 
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Pico: desde Lagoa do Capitão (esq.) e desde casa da Montanha (dir.)
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Planalto central desde miradouro das eólicas
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Flor de Uva da Serra - Vaccinium cylindraceum (esq.), Fetos no teto da Furna de Frei MAtias (centro) e Pico desde a Furna de Frei Matias (dir.) 
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Faial desde Criação Velha

domingo, 13 de novembro de 2016

Pico: PR4PIC – Subida ao Pico

Embora não publiquemos nada aqui há mais de sete meses, isto não que dizer que estivemos parados… muito pelo contrário, nomeadamente no que se trata a subidas ao Pico que foram mais de 5 dezenas:

  • Umas foram bastante rapidas outras bastante lentas (entre 3 e 13:30, subir e descer);
  • Umas apenas com uma pessoa, outras com mais de 30;
  • Grande parte foi durante o dia, mas também tivemos o previlégio de ver o nascer do sol por algumas vezes, assim como de pernoitar;
  • Desde um calor quase insuportável até frio, gelo, nevoeiro, chuva e muiiito vento.
  • Acompanhámos pessoas de muitos países e ofícios, com idades dos 6 aos 73;
  • Tivemos direito a três actuações musicais distintas com violoncelo, o Coro do Orfeão Universitário do Porto e ainda a Handpan e "bansuri" (flauta clássica indiana);
  • Houve um reencontro improvável no piquinho entre colegas de infantário após mais de 20 anos;
  • Tivemos aniversários, reportagens para televisão e revistas, luas de mel, pedidos de casamento e uma eucaristia;
  • Vimos ovelhas, coelhos e muitas flores;
  • Houve lágrimas, sofrimento e muitos sorrisos;

O comum em todas as subidas foi a alegria de chegar ao topo e a vontade de lá voltar.

IMG_2193Uva da Serra_-_Vaccinium cylindraceum
Uva da Serra - Vaccinium cylindraceum
Lysimachia azoricapolygala serpyllifoliaTolpis Azorica
Lysimachia azorica (esq.) Polygala serpyllifolia (centro) e Tolpis Azorica (dir.)
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Cardo - Galactites tomentosa (esq.) e Queiró - Daboecia Azorica (centro e dir.)
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Tomilho – Thymus caespitius (esq. e centro) e Urze – Erica azorica (dir.)
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Bermim da Montanha – Silene uniflora cratericola
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Cedro do Mato – Juniperus brevifolia (esq.) e Briofitas (dir.)

Piquinho
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Violoncelo na cratera (esq.) e Handpan e Bansuri no Piquinho (dir.)
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Descendo o Piquinho (esq.) e Descanso (dir.)
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Amanhecer: São Roque, São Jorge, Terceira e Graciosa (esq.) e Lajes (dir.)
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Terceira e São jorge
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Graciosa e São Jorge
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Faial (esq.) e Lajes (dir.)
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Faial

domingo, 6 de novembro de 2016

Faial: Descida da Caldeira

Ilha: Faial; Dificuldade: Alta; Extensão: 3km (ida e volta); Tempo: 3h 30m; Tipo: Linear; Altitude mínima: 574m; Altitude máxima: 908m

Passavam já mais de 11 anos desde a primeira vez que tínhamos descido ao funda da Caldeira do Faial e embora sempre tivessemos a ideia de lá voltar, apenas agora o conseguimos. Entretanto mudaram as regras e o percurso apenas pode ser feito com acompanhamento de guia credenciado para o efeito.

Juntaram-se 9 pessoas do Pico e seguimos para a Ilha vizinha com vista para a Montanha toda descoberta e as 5 ilhas do grupo central.

IMG_2347PicoIMG_2355São Jorge, Terceira e Graciosa (da direita para a esquerda)

À  chegada à Caldeira a visibilidade era quase nula, mas rapidamente o nevoeiro se dissipou quando começámos a andar. Desta vez foram pouco mais de duas para baixo e pouco menos de uma hora e meia para cima.

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Descida
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Lagoa (esq.) e Vertentes (dir.)
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VertentesIMG_2413
Fundo da Caldeira

Tal como a primeira vez, foi uma experiencia fantástica, mas bastante diferente. Antes principalmente pela aventura e adrenalina, agora mais pela natureza, pelas plantas. Já tínhamos noção da dimensão da vegetação no fundo da caldeira (algo que nos surpreendeu muito na primeira visita), mas ao chegar e entrar na densa floresta de sanguinho, com muita cavalinha e trovisco macho, parece que caminhando sobre a água entre juncos e silvado, com uma parede enorme a toda a nossa volta é algo fantástico.

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Cogumelos
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Liquene (esq.) e Lingua de Vaca - Elaphoglossum semicylindricum (dir.)IMG_2408
Trovisco Macho – Euphorbia stygiana

Após muitas subidas ao Pico como guias neste Verão, passámos a ver os trilhos de outra forma, tentando fazer da forma mais facil, segura e que exija menos esforço por parte de quem nos acompanha, procurando dar sempre passos curtos. Ora neste trilho isso é quase impossível… por vezes há apenas 10cm de largura para passarmos (com falesia de um dos lados), a lama bastante escorregadia é constante, há que usar bastante as mãos e a probabilidade de toda a nossa roupa ficar castanha e molhada é muito grande.

Terminada a caminhada fomos repor energias para a Pizzaria California onde nos esperávam 4 enormes pizzas familiares, que deram luta mas fatia a fatia (havia 48) foram desaparecendo.

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Caldeira